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Meu velho mundo



Reinventar a vida

Sempre dei muito valor à minha casa. Acho que casa é o lugar de descanso, de paz e aconchego, intimidade reservada apenas aos amigos: quem já foi convidado para me visitar pode saber que ocupa um lugar importante na minha vida. É aquele lugar pra onde se quer voltar sempre. Uma das coisas mais difíceis em mudar de país é sentir que está em casa, na nova casa. Pensando nisso, ao fazer as malas, trouxe alguns objetos portáteis, tesouros queridos ao meu coração: um conjunto composto por pedrinhas de rio trazidas de Sana e conchinhas colhidas em Macaé, o mini livrinho de poemas de Alberto Caeiro que ganhei (na verdade pedi) da minha amiga Karin, alguns livros de fotografias muito amados - deles eu falo com mais detalhes em outro post - o cordão de elefantinhos indianos de pendurar atrás da porta e minhas babuskas russas. Pedacinhos de vida, cada um com sua história que, em algum momento, se entrelaçou com a minha. Nesse momento de me reinventar e inventar uma nova casa, quero o novo, mas como abandonar o velho sem abrir mão do que sou? Assim, porque é linda e porque, inevitavelmente, guarda a sua história de passado, adotamos essa velha máquina de costura achada no lixo. Sobre ela, meus tesouros e meu coração. Já é meu cantinho preferido da casa que vai se formando aos poucos.

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